Da coleção de viagens – Parte 2 – Normandia, Bretanha, Vale do Loire e Paris. Verão 2018.

Rouen, Honfleur, Etretat, Deauville e Trouville.

”Je n’ai pas peur, c’est pour cela que je suis née”

Joanne d’Arc

Não tenho medo, pois foi para isso que nasci.

Rouen foi onde viveu Joana d’Arc. A cidade é bacana, catedral linda, difícil de se fotografar inteira, e foi pintada em 30 versões por Monet. Ela é interessante, pois as duas torres são de estilos bem diferentes. É legal depois ver estes quadros espalhados por museus. Nesta viagem vimos um deles no museu de Belas Artes da cidade, e depois vimos quatro outras versões no Orsay em Paris. Étretat também foi assim. Vimos as paisagens e depois os quadros. Gostei disso!

Catedral de Rouen ao vivo

Há casinhas estilo enxaimel (encaixes em madeira) espalhadas por todo canto, um relógio bem bacana e barzinhos interessantes.

Também tem o museu de Joanne d’Arc (que não entramos porque nos perdemos nos horários de fechamento). Comprei um colarzinho lá sobre coragem, que amo usar. Essa menina, camponesa, lutou pela França dos 16 aos 19 anos, e foi queimada por suas convicções e verdades. Já pensaram que coragem? Adoro coisas com significado. E adoro pessoas corajosas.

Mas o ponto alto da cidade, que pode ser toda vista tranquilamente em um dia, foi o jantar no restaurante La Couronne. Aquele onde a lendária apresentadora americana de programa de receitas Júlia Child’s fez sua primeira refeição (de joelhos) na França. Vale antes de ir ver o filme Julie & Júlia, até porque é lindo. O restaurante é muito antigo mas a refeição e o atendimento valem cada centavo. Fizemos reserva assim que chegamos na cidade. Mas nesta época nem precisava. Muitas mesas vazias. Dormimos mal porque o hotel era ruim, no centro, muito barulho de arruaça de jovens na rua (era sábado), não recomendo que durmam por ali. Mas o dia seguinte foi lindo, nossa chegada em Honfleur.

Honfleur, Etretat, Deauville e Trouville

Honfleur é tudo que se espera e ainda mais. Parece saída de um livro. O Porto, os prédios, o carrossel, ahh que lindos! E a atmosfera da cidade é muito bacana.

Além de tudo isso descobrimos que esta “microcidade” tem nada menos que 47 restaurantes com estrelas Michelin. E muito acessíveis. Era só procurar e olhar os valores do cardápio antes de entrar pra saber se cabia no bolso e voilá! Tivemos refeições de deuses.

Não sou muito de fotografar comida. Mas gente, nesta viagem era impossível, cada refeição por si era uma viagem. Vejam isso…

Ficamos hospedados no Entre Terre e Mer três noites. Muito bonitinho e bem localizado. Mas a equipe era muito mal preparada. Frios, distantes e desatenciosos. Definitivamente não fomos bem tratados. De Honfleur fizemos um dia de bate volta até Étretat e um dia até Deauville e Trouville.

O tempo na Normandia é bem chatinho. Mesmo no verão. Eles mesmo fazem piadas. Então prepare seu humor pra não ficar cinza, se o tempo não ajudar.

Étretat pode linda mesmo com o tempo nublado. Fique o dia todo para aproveitar as marés alta e baixa.

Lado direito. Falésias.

Está cidadezinha fofa tem dois lados para serem “escalados”. Sendo que do lado direito (de quem está olhando para o mar), é possível subir de carro. Sugiro que este lado fique pra depois. Se estiver cansado não precisará subir mil escadas. Não sabíamos e começamos pelo lado direito. Vista estonteante. Vaquinhas pastando. Muito lindo. Depois tem o Les Jardins de Étretat, que coisa diferente! Paga pra entrar, mas sugiro que em viagens façam um esforço pra evitar a “pão durice” tentadora destas horas (também tem aquela preguiça tentadora que acontece com filas grandes, que preguiça…vamos deixar pra lá…). Puxa, o mais caro já pagamos ou vamos pagar. E tempo na viagem nós é quem construímos. Não percam nada que não tenham certeza que é ruim! Este jardim, por exemplo, nos surpreendeu.

Comemos um “crepe raiz” depois de visitar este lado e subimos o esquerdo com uma garrafa de vinho para um momento contemplativo…kkkkk

Quando descemos a maré tinha baixado e era possível andar por toda praia. Fomos ver as cavernas e o bunker da época da segunda guerra. E pela milésima vez em nossas viagens presenciamos um casamento. Sempre registro.

Deuville e Trouville poderiam ficar fora do roteiro, se não fosse pelo mercado de peixe de Trouville.

O mercado de peixe de Trouville é sensacional. Você escolhe o que quer apontando para o atendente. Tudo é colocado em uma bacia com gelo, você escolhe a bebida, vai para uma mesinha e aguarda. Chega tudo ali, com um balde para colocar as cascas e lencinhos umedecidos para limpar depois as mãos. Nunca comi frutos do mar assim, nem no Nordeste ou no Caribe.

De Honfleur fomos pra o Mont Saint Michel, passando antes pelas praias do dia D pela manhã.